Os Peixes Que Fugiram da História

13,05 €

Ano de publicação: 2021

Dimensões: 19,5 x 28 cm

ISBN: 978-989-54738-6-1

Páginas: 64

PVP: 14,50 €

10% de Desconto

Desconto válido de 25/10/2021 a 31/12/2021

Textos: Maria João Freitas

Ilustrações: Mariana Rio

«Procura-se pescada do cabo», «Salmão fugiu do mar» e «Perdeu-se dourada».
Há uma série de cartazes colados nas árvores de A-Ver-O-Mar. Parece que vários peixes deixaram de ser avistados no mar há demasiado tempo. O João, a Rita e o André querem saber porquê. Contam com as suas famílias, gente que vive do que o mar dá, para compreender este mistério: o Capitão, avô paterno do João e verdadeiro lobo do mar; o tio da Rita, que é pescador; ou o pai do André, chefe de cozinha do restaurante Neptuno... Todos sofrem as consequências da falta de peixe no mar. Mas quem serão os culpados?

A Iglo e o Pato Lógico juntaram-se numa campanha de sensibilização para o problema da pesca excessiva e para o consumo responsável de peixe. O resultado foi Os Peixes Que Fugiram da História, com texto de Maria João Freitas e ilustrações de Mariana Rio. É um livro dedicado aos mais novos que devia ser de leitura obrigatória para os mais velhos.

Os Peixes Que Fugiram da História pelas autoras

«No princípio, tinha uma superfície branca, onde tudo parecia possível. Tingi-a de azul, para a sintonizar com o tema e lancei-lhe perguntas. O ponto de interrogação é um excelente anzol para pescar ideias ou palavras. Também lancei uma rede de hipóteses ao mar da imaginação e foi assim que a história começou.
Escrever é sempre mergulhar dentro de nós próprios e se o narrador (o João) pediu o nome emprestado ao meu pai, o Capitão inspirou-se num tio dele que pertencia à marinha. Enquanto escrevia o livro, sonhei mesmo que o quilo da sardinha estava a 170 € e resolvi usar isso como material na escrita. As trocas de ideias com o André Letria (editor) e o curso intensivo sobre o mar, os peixes e a pesca sustentável disfarçado de conversas com a Rita Sá, da WWF Portugal foram decisivos para o rumo do livro. Talvez por isso, tenha dado os seus nomes aos dois amigos do João.» Maria João Freitas

«No início de qualquer projecto, gosto de pesquisar e encontrar mais informação sobre o tema abordado. Este não foi uma excepção. A dado momento, tive necessidade de sair em trabalho de campo para ir ver a praia e o mar, mas entramos em Estado de Emergência, pelo que tive de evocar o melhor que podia todas as memórias, umas mais recentes e outras de infância, de verões passados junto do mar, ora com família ora com amigos. Percebi que tenho uma mala bem cheia dessas memórias.
Num projeto como este, faço várias coisas em simultâneo, para nunca perder tempo a pensar no vazio ou à espera de uma ideia. A solução é desenhar sempre seguido, mudando agilmente de suporte, meio ou posição. Voam papeis e deito imensos desenhos fora. Acumulam-se nas mesas papel, cadernos, blocos e o iPad também é usado para testar mais soluções. No final, sobram resmas de desenhos.» Mariana Rio