Susa Monteiro

Crio sobre a minha visão das coisas, mas também deixo que a minha mão me mostre coisas novas.

Susa Monteiro nasceu em 1979, em Beja, onde vive actualmente.

Estudou Realização Plástica do Espectáculo, na Escola Superior de Teatro e Cinema, e Cinema de Animação, no Centro de Imagem e Técnicas Narrativas do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão/Fundação Calouste Gulbenkian, tendo trabalhado em teatro e cinema até 2005 (ano em que inaugura a Bedeteca de Beja e se realiza a 1.ª edição do Festival de Banda Desenhada, com os quais passa a colaborar). 

Desde então, dedica-se exclusivamente à ilustração e à banda desenhada. Tem ilustrado para livros, cartazes e para vários jornais e revistas portugueses (VisãoPÚBLICODiário do Alentejo, entre outros), e expõe individual e colectivamente, um pouco por todo o lado.

É voluntária da associação Cantinho dos Animais de Beja, desde 2009. 

Susa Monteiro ilustrou o livro Azeredo Perdigão. Um Encontro Feliz, da colecção Grandes Vidas Portuguesas, e é autora de Beja, da colecção A Minha Cidade, e Sonho, da colecção Imagens Que Contam.

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Qual foi a primeira estória que te lembras de te contarem? 
Uma que pedíamos vezes sem conta à minha mãe era o livro Herr von Ribbeck auf Ribbeck im Havelland, de Theodor Fontane. Uma história triste mas bonita, como eram antigamente as histórias para crianças. Infelizmente não está traduzida para português.  

Que ilha é que levavas para um livro deserto?

Acho que levaria Tristão da Cunha, cuja capital tem o belíssimo nome de Edimburgo dos Sete Mares. E é incrivelmente remota. 

Qual é o teu pato favorito?

O meu pato favorito é o pato doméstico (Anas Platyrynchos Domesticus). Tive uma pata destas quando era pequena, chamada Frida, que nos seguia para todo o lado como um cão. Mas gosto de todos os patos. 

Que profissão é que nunca terias na vida?

Agente funerária ou cobradora de fraque.

Musa inspiradora ou transpiradora?

Transpiradora. 

Crias sobre aquilo que conheces ou crias para ires conhecendo?

Um pouco das duas. Crio sobre a minha visão das coisas que conheço, mas também deixo que a minha mão me mostre coisas novas.

Com que idade é que se deixa de ser infantil?

As pessoas alegres nunca deixam de ser infantis. As pessoas amargas deixam muito cedo...

Se o teu Sonho falasse, o que contaria?

Se este livro falasse, diria para seguirem o personagem através do seu sonho, que se deixassem levar pelas cores e pelos espaços, pela sensação de voar, pela sensação de querer fugir, que tantas vezes aparece nos nossos próprios sonhos. Se este livro falasse, convidaria o leitor a entrar na suas páginas, como se entrasse no espaço privado do personagem - que é, na verdade, o sonho.