Ricardo Henriques

 

Adoro investigar sobre coisas novas, é algo que nem questiono e que trago da publicidade e da minha curiosidade. Se tudo correr bem, por momentos posso parecer um especialista em Mar, Elvas, Teatro ou Moedas.

Lisboeta desde sempre, herdou o gosto pelo desenho via paterna e o gozo da escrita via uterina. Não se decidindo por nenhum dos amores, já fez design gráfico, ilustração, redação publicitária e escrita para imprensa. Quando, juntamente com amigos, entrevistou e retratou pessoas com duas faces — Projecto 2 Faces — e criou um político íntegro de bigode — Presidente Honesto — aumentou sobejamente a sua felicidade interna bruta. É editor de duas revistas, uma para adultos e outra para crianças, onde escreve sobre minudências e faz reportagens. Em 2012 lançou, com André Letria, o livro Mar, edição Pato Lógico que foi transformado numa exposição patente na Feira Internacional do Livro de Bogotá 2013 e foi premiado na Feira Internacional do Livro Infantil de Bolonha 2014. Em 2015 lançou o atividário Teatro. Escreveu também o livro Elvas, a cidade-fortaleza, para o Município de Elvas. Usa barba e vernáculo.

 Entrevista:

- Qual foi a primeira história que te lembras de te contarem?
Lembro-me de uma história que a minha mãe me contou ao deitar, uma daquelas para despachar, porque já passava da minha hora. "Era uma vez uma formiga que ia atravessar a rua. Passou um carro, atropelou-a e ela morreu. Fim" 

- Que ilha é que levavas para um livro deserto?
Um livro deserto, será talvez um caderno, então escolheria uma ilha com muitas pessoas, gorilas e paisagens para desenhar e escrever macacadas, talvez o Bornéu.

- Qual é o teu pato favorito?
O Pato à Pequim é o primeiro que me vem ao palato. Adoro o ritual de enrolá-lo. O segundo é lógico e enrolou-me a mim.

- Que profissão é que nunca terias na vida?
Fiscal da Emel. 

- Musa inspiradora ou transpiradora?
A minha musa transpira muito, especialmente quando adormece ao sol. 

- Crias sobre aquilo que conheces ou crias para ires conhecendo?
Adoro investigar sobre coisas novas, é algo que nem questiono e que trago da publicidade e da minha curiosidade. Se tudo correr bem, por momentos posso parecer um especialista em Mar, Elvas, Teatro ou Moedas. 

- Com que idade é que se deixa de ser infantil?
Deito a língua de fora a esta pergunta e ainda acrescento "nhãnhãnhãnhãnhãããã!"