Paulo Monteiro

Paulo Monteiro nasceu em Vila Nova de Gaia em 1967. A partir dos 13 anos começou a ilustrar fanzines de poesia, cartazes e murais. Em 1987 matriculou-se em Letras, na Universidade de Lisboa. Durante esse período estudou Pintura e Cenografia para Teatro. Quando se licenciou, em 1991, foi viver para Beja, a sua cidade adotiva.

Teve (e tem) interesses e atividades muito diferentes: trabalhou nas vindimas, passou filmes de Buster Keaton e Charlot de terra em terra, escreveu para a rádio e para os jornais como jovem jornalista, trabalhou no Cais Marítimo de Alcântara, compôs músicas, tocou guitarra em lares, foi professor de Geografia e Ciências da Natureza, fez cenários e figurinos para teatro, fez teatro de sombras chinesas e teatro de fantoches, participou em escavações arqueológicas, etc., etc. Também fez a curadoria de dezenas de exposições de azulejaria, banda desenhada, escultura, ilustração, pintura antiga, etc. 

Escreveu e publicou 4 livros de poesia: Poemas (1988), Poemas a andar de carro (2003), Poemas Japoneses (2005) e 25 voltas ao Equador para te encontrar (2014).

Também publicou dois livros de banda desenhada: O Amor Infinito que te tenho (2010), e Mariana (2019). O Amor Infinito que te tenho teve uma enorme repercussão em Portugal e no estrangeiro e ganhou vários prémios. Foi distribuído em cerca de 15 países.

Desde 2005 que faz a direção da Bedeteca de Beja e do Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, por onde passaram alguns dos mais excitantes autores de banda desenhada da atualidade, como Craig Thompson, David B. ou Mattotti… E também alguns gigantes da 9.ª arte, como Jean-Claude Mézières ou Hermann.

As suas bandas desenhadas foram publicadas em alemão, checo, espanhol, francês, galego, inglês, polaco, português, romeno e sérvio.

Viaja regularmente por Portugal e pelo estrangeiro para expor o seu trabalho ou para falar de banda desenhada. 

Tem um filho: Manuel.