António Jorge Gonçalves

António Jorge Gonçalves nasceu e vive em Lisboa. Licenciou-se em Design de Comunicação, na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa e fez mestrado em Cenografia para Teatro na Slade School of Fine Art, em Londres, onde foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. O seu trabalho envolve ilustração editorial, performance visual e cartoon político. É autor de diversos livros de banda desenhada entre os quais a trilogia Filipe Seems (com Nuno Artur Silva) e as novelas gráficas A Arte Suprema e Rei (com Rui Zink), pelas quais foi premiado várias vezes no Festival Internacional de BD da Amadora. Fez direção visual em várias peças de teatro, entre as quais O que diz Molero e Arte (encenações de António Feio) e Como fazer coisas com palavras (com Ricardo Araújo Pereira). Criou o projeto Subway Life, desenhando pessoas sentadas nas carruagens do Metro em várias cidades do mundo. Publica semanalmente, desde 2003, cartoon político nas páginas do Inimigo Público (jornal Público): já foi distinguido diversas vezes no World Press Cartoon e viu os seus desenhos serem publicados no Le Monde, Courrier Internacional e em várias colectâneas internacionais. Na última década, as suas performances de Desenho Digital têm tido lugar um pouco por todo o mundo, envolvendo artistas como Bulllet, Kalaf, Amélia Muge, Micro Audio Waves, Gino Robair, Ellen Fullman, Mário Laginha ou Bernardo Sassetti. Leciona Espaços Performativos no Mestrado em Artes Cénicas (FSCH, Lisboa). Recebeu em 2014 o Prémio Nacional de Ilustração, pelo livro Uma Escuridão Bonita, com texto de Ondjaki.

É ilustrador do livro Salgueiro Maia, o Homem do Tanque da Liberdade, com texto de José Jorge Letria, uma publicação Pato Lógico/IN-CM, e autor do livro Barriga da baleia, editado em 2014, e Eu quero a minha cabeça, em 2015.