António Jorge Gonçalves

O capuchinho vermelho foi a primeira estória que lhe terão contado em pequeno. E ele, garante, será criança até morrer... 

António Jorge Gonçalves nasceu em 1964, em Lisboa.

Licenciou-se em Design de Comunicação, na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, e fez mestrado em Cenografia para Teatro, na Slade School of Fine Art, em Londres, onde foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian.

O seu trabalho envolve ilustração editorial, cartune político e performance visual. É autor de diversos livros de banda desenhada, entre os quais a trilogia Filipe Seems (com Nuno Artur Silva) e as novelas gráficas A Arte Suprema e Rei (com Rui Zink). Entre 2003 e 2018, publicou semanalmente cartune político no Inimigo Público (jornal Público). Fez direcção visual em várias peças de teatro, entre as quais O Que Diz Molero e Arte e Como Fazer Coisas Com Palavras, e criou o projeto Subway Life. Recebeu, em 2014, o Prémio Nacional de Ilustração pelo livro Uma Escuridão Bonita, de Ondjaki.

Na última década, as suas performances de desenho digital têm tido lugar em todo o mundo, envolvendo artistas como Bulllet, Kalaf, Amélia Muge, Micro Audio Waves, Gino Robair, Ellen Fullman, Mário Laginha ou Bernardo Sassetti. 

É autor de Barriga da Baleia, Eu Quero a Minha Cabeça! e Estás tão Crescida, tendo ilustrado o livro Salgueiro Maia. O Homem do Tanque da Liberdade, escrito por José Jorge Letria.

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Qual foi a primeira estória que te lembras de te contarem?

O capuchinho vermelho.

Que ilha levavas para um livro deserto?

Madagáscar.

Qual é o teu pato favorito?

O do João Gilberto.

Que profissão é que nunca terias na vida?

Portageiro.

Musa inspiradora ou transpiradora?

Laerte (cartunista brasileiro que, depois dos 50 anos, decidiu viver como mulher, sem enjeitar a vida de homem que tivera até aí).

Crias sobre aquilo que conheces ou crias para ires conhecendo?

Querias...

Com que idade é que se deixa de ser infantil?

Até que a morte nos separe.